Sejam Bem Vindos ao Blog de Pneumologia do 5° período do Curso de Fisioterapia da Univali.
Aqui vocês encontrarão informações sobre Fisioterapia Respiratória. Fiquem à vontade para comentar!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Caso Clínico

Pessoal, tarefa para casa! Resolvam o caso clínico a seguir:

Você avaliou um paciente com diagnóstico clínico de DPOC, do sexo masculino, 70 anos, peso= 54 Kg, estatura= 169cm, etnia branca.
Apresentou como queixa principal “sinto muito cansaço”, na inspeção geral hipertrofia da musculatura acessória. Apresentou ainda tórax em tonel, ritmo respiratório 1:1, movimento respiratório costal, freqüência respiratória de 28 ipm, ausculta com murmúrio vesicular diminuído difusamente e creptações finas em lobos inferiores, a tosse foi produtiva e ineficaz persistente com expectoração esbranquiçada. Na cirtometria 2 cm axilar, 2 cm xifóide e 1,5 cm basal. Obteve Pimáx= 40 cmH2O e Pemáx= 25 cmH2O. Estava em bom estado geral, corado, acianótico e anictérico. PA= 120/70 mmHg. FC=83 bpm. SatO2= 88%. Ritmo cardíaco regular em dois tempos, bulhas normofonéticas. Extremidades com pulsos periféricos presentes e simétricos, sem edemas ou sinais de trombose venosa profunda. O Pico de fluxo foi de 220 l/min. Na espirometria VEF1 = 49%,CVF = 58% e VEF1/CVF = 84%.
Radiografia torácica: sinais de hiperinsuflação pulmonar.


Respondam:

1. Quais são os diagnósticos fisioterapêuticos?

2. Efetue a leitura da espirometria.

Postem suas dúvidas e levem o caso clínico resolvido para discussão em sala de aula na segunda-feira.

Boa semana!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Boa noite Turma.

Na nossa enquete o assunto vencedor foi: DPOC.
Existem alguns arquivos que são de fácil leitura e servem para compreender esta patologia, que é uma das mais comuns na prática de atendimentos.
Acredito que todos vocês já devem ter ouvido falar sobre o GOLD, que significa Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Foi escrito em 2006 por um comitê de pesquisadores deste assunto.
É um guia bastante completo que explica toda a fisiopatologia, fatores de risco e o que é muito importante para nós, avaliação e condutas para tratamento dos pacientes.
Outro arquivo essencial é o II Consenso Brasileiro de DPOC, que foi escrito em 2004. Algumas informações são semelhantes ao GOLD, porém é interessante perceber a escrita de pesquisadores brasileiros sobre o assunto.
O último arquivo é um guia para realização do Teste de caminhada dos 6 minutos, porém está em Inglês. Quem tiver domínio deste idioma deve ler, pois é um teste que avalia a capacidade funcional do paciente e nos ajuda a perceber qual a gravidade da doença.

Boa Semana!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Arquivos Importantes

Boa noite Turma, esperamos que tenham iniciado bem o semestre.

Hoje vocês ganharão uma tarefa para casa. Ler alguns artigos que serão fundamentais para a construção de uma avaliação adequada de seu paciente e para o entendimento do processo saúde e doença que o envolve.


O artigo científico "A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial da Saúde: Conceitos, Usos e Perspectivas" dos autores Farias e Buchalla aborda um assunto bastante importante, a CIF. É um artigo com uma linguagem acessível, que explica de modo geral o que é esta classificação, como foi criada e sua aplicação.
Se vocês quiserem se aprofundar no assunto existe a Apostila da CIF que explica todos os detalhes da classificação, modo de uso e outros pontos importantes.


O artigo centífico "O conceito de saúde e do processo saúde-doença" fala sobre a transição do ser saudável para o doente e nos ajuda a compreender o que o nosso paciente sente em relação ao seu estado.

O outro arquivo é sobre o WHOQOL abreviado. Este é um questionário voltado a avaliar a qualidade de vida das pessoas. É uma das ferramentas que utilizamos durante a avaliação de nossos pacientes para perceber como ele avalia a sua própria qualidade de vida. É composto de 26 perguntas que abordam os mais variados assuntos. Não deixem de utilizá-lo durante a avaliação, pois servirá para conhecer mais detalhes da vida do seu paciente que podem ajudar durante o tratamento.

Os arquivos foram hospedados neste link: http://www.megaupload.com/?d=N3HQ9JPR

Leiam com atenção os arquivos e boa semana de aula.
Comentem o que acharam dos artigos, falando sobre pontos negativos e positivos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ausculta Pulmonar

Iniciaremos o nosso blog falando sobre um assunto de grande interesse aos acadêmicos: Ausculta Pulmonar.
É um recurso de grande importância na prática clínica, pois nos permite avaliar e decidir qual o tratamento adequado ao nosso paciente.
É destinado a detectar sons normais e anormais produzidos pelos pulmões e vias aéreas.A técnica é realizada com auxílio de um estetoscópio e deve ser realizada com o paciente preferencialmente com o tórax desnudo, a fim de evitar a captação de sons produzidos pelas roupas.
A respiração do paciente deve ser com a boca entreaberta e em respiração discretamente maior e mais profunda. Deve-se realizar simetricamente para comparação de áreas correspondentes.
















Acima são duas imagens que demonstram os pontos de ausculta na face anterior e posterior do tórax do paciente.
Em uma ausculta podemos detectar sons anormais e normais.

Sons normais: Laringotraqueal
Som é gerado pela passagem do ar por estreitamento das vias áreas superiores, epiglote e "cordas voscais", atingindo em seguida condutos aéreis mais largos. São auscultados nas regiões periesternal superior, pericervical e antero-lateral do pescoço (traquéia e laringe). São muito intensos, de frequência muito alta e têm qualidade pouco sonora ou áspera.



Sons normais: Murmúrio Vesicular
Som relativamente suave de baixa frequência. É produzido pela passagem do ar inspirado dos bronquíolos terminais para os alvéolos, e vice e versa na expiração. Mais audível na fase inspiratória e por um maior tempo; no ápice do que nas bases pulmonares; em tórax de indivíduos magros (parede mais delgada). A expiração é muito mais silenciosa que a inspiração, em geral quase inaudível. Pode estar mais ou menos audível (aumentado ou diminuído) em razão da maior ou menor ventilação e abolido pela ausência de sons respiratórios.



Sons anormais: Estertores Úmidos são sons não musicais, curtos, explosivos, sons descontínuos. Podem ser descritos quanto à quantidade (escassos ou profusos) e quanto à fase (inspiratórios ou expiratórios, precoces ou tardios). Podem ser ouvidos através da parede torácica e, algumas vezes, na boca. Indicam presença de secreção úmida ou líquido nas vias aéreas, líquido no espaço intersticial, abertura súbita das vias aéreas (atelectasia ou fibrose). Aparecem em ambas as fases da respiração, porém é predominante no fim da inspiração. Podem ser do tipo bolhosos ou crepitantes.

Bolhosos: estertores úmidos grossos. Atribuídos a secreções borbulhantes nas vias aéreas, principalmente quando a traquéia e os brônquios principais estão repletos de secreção. Assemelham-se ao "estourar de bolhas". Audíveis na inspiração e na expiração.



Crepitantes: estertores úmidos finos. Ruídos finos e baixos que se assemelham ao som produzido ao "esfregar-se os cabelos com os dedos". Ocorre devido a líquido intersticial nos alvéolos (edema agudo de pulmão) ou ainda quando o pulmão não infla suavemente ou por igual e pequenos grupos de alvéolos se expandem subitamente (abertura abrupta das vias aéreas) por toda superfície.


Sons anormais: Estertores Secos são sons contínuos e indicam a presença de secreção espessa nas vias aéreas e broncoespasmo. São gerados por um brônquio estreito a ponto de fechamento, cujas paredes opostas oscilam entre as posições fechadas e quase fechadas. Quando o calibre do brônquio se reduz ao ponto de fechamento é gerado uma nota musical de tom constante. Podem ser do tipo roncos ou sibilos.

Roncos: é predominantemente inspiratório, porém pode ser audível também na expiração. Sua tonalidade é grave, intensa, semelhante ao ronco observado durante o sono. É modificado pela tosse. Corresponde a presença de secreções espessas aderentes ás paredes brônquicas de grande calibre com consequente diminuição do seu calibre.


Sibilos: som pulmonar musical. São classificados como agudos ou sepulturas, inspiratórios ou expiratórios, longos ou curtos e únicos ou múltiplos. Durante a inspiração os sibilos significam secreção espessa. Se durante a expiração os sibilos se modificarem, significam secreção espessa e se não se modificarem significam broncoespasmo.

Bom Dia Pessoal!

Hoje é a nossa primeira postagem no Blog da disciplina de Pneumologia do 5º período.
No comando do Blog estou eu, Daniela Censi, acadêmica do 6° período de Fisioterapia e a professora Edilaine Kerkoski que ministra essa disciplina.
O objetivo principal do blog é complementar os assuntos estudados em sala de aula, gerando discussões e dúvidas, que poderão ser solucionadas em sala de aula com a professora ou pelo blog mesmo. Dessa forma, precisamos que vocês interajam e se interessem, pois afinal tudo será feito para vocês.
As sugestões de assuntos a serem abordados são importantes, pois dessa maneira podemos solucionar as dúvidas que vocês realmente apresentam.
Toda semana existirão novas postagens contendo artigos científicos interessantes, esquemas para melhor entendimento do assunto, casos clínicos para discussão, entre outros.

Esperamos que vocês gostem e aprendam!